Plantio de eucalipto e seringueiras muda agronegócio no noroeste paulista

Apesar da cana tomar conta da maior parte da área rural da região noroeste paulista, outras duas culturas tiveram números expressivos de crescimento em 2103. São plantios que dependem de muita paciência, pois demoram a produzir, mas quem investe em eucalipto e seringueiras não se arrepende. As culturas são interessantes, mas bem diferentes, a única semelhança é o tempo que demoram para começar a dar lucro: em média sete anos. É quando a seringueira passa a produzir borracha natural e o eucalipto está pronto para o primeiro corte.

Nilmar Scarpelli tem 38 mil pés de eucalipto da qualidade citriodoro, o tronco das árvores é de madeira resistente. Para o plantio e formação das mudas, o produtor desembolsou R$ 5 por hectare. Até que os eucaliptos atinjam o ponto de corte é possível aproveitar a área para diminuir os custos de produção.

Já no sítio de Nilson Augusto Troleis, em Monte Aprazível (SP), são 30 mil pés de seringueira. A sangria começou há 3 anos. O coágulo é vendido para uma indústria beneficiadora de borracha. O investimento inicial por hectare foi de R$12 mil.

Um detalhe importante: a árvore da seringueira tem 40 anos de vida útil, a produção não pára. A sangria só é interrompida nos meses de agosto. Já o eucalipto dura até 20 anos, mas pode ser cortado no máximo três vezes durante esse período.

Quem é dono de um pedaço de terra tem muitas opções de trabalho. Geralmente ao escolher uma cultura agrícola, o produtor prefere aquelas que são mais práticas, dão retorno financeiro mais rápido. Nem todo mundo está disposto a esperar 6,7 anos para começar a ganhar dinheiro.

Mas quem optou pela seringueira ou pelo eucalipto mostra que às vezes ter paciência pode valer a pena no futuro. Nos últimos anos, a borracha, vem mantendo bons preços. Hoje o mercado paga R$2,20 o quilo. Neste ano o Brasil deve produzir 173 toneladas, só 30% do que o país consome. O faturamento anual por hectare gira em torno de R$ 7 mil.

Já o eucalipto é menos lucrativo, mas não deixa de ser um bom negócio. O hectare rende R$ 4 mil por ano, quando a madeira é vendida para a construção civil, a R$ 70, o metro. Se o produto for para indústrias ou usinas, que transformam as toras em lenha o preço cai para R$35.

Fonte: 30/11/2013 - G1



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